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O que só tu e eu e pouco mais entende

Eu não sei escrever, apenas tenho muitas, muitas histórias! by Nessie

O que só tu e eu e pouco mais entende

Eu não sei escrever, apenas tenho muitas, muitas histórias! by Nessie

A tua irmã disse-me que era QUASE virgem

Baseado em factos reais.

Conheço uma pessoa (não, não sou eu) que, no início do namoro disse ao namorado que era quase virgem.

Esta frase sempre me intrigou…

A conversa aconteceu entre dois rapazes. Imagine-se!

Querendo tirar nabos da púcara (como se costuma dizer), um rapaz a quem vamos chamar Vasco, falava com o irmão da sua namorada, o Jorge, sobre quem, sobre quem? Sobre ela! (Mais valia estarem sossegadinhos a beber cervejas).

Vasco – A tua irmã já teve muitos namorados?

Jorge – Não sei. (Resposta típica de rapaz. Nunca sabem nada).

Vasco – Mas ela já te apresentou muitos namorados?

Jorge – Hum. Não. (O Jorge estava a jogar pelo seguro, não diz um número, diz só que não foram muitos. A ver se a conversa fica por ali... Mas o que serão muitos para o pobre Vasco, 399?)

Vasco – É que ela diz que é quase virgem.

Jorge – Então se ela diz, é porque é, a minha irmã não é mentirosa!

E o rapaz nunca mais pensou no assunto. Case closed. Happy ever after!

Conseguem imaginar o mesmo tema a ser discutido entre duas mulheres? Bem diferente não? Era conversa para uma semana e meia. No mínimo!

O que ela quis na verdade, era que o namorado não pensasse que ela era uma galdéria. Que só queria forrobodó, a marota. Bem que a podíamos chamar Martine. Assentava-lhe que nem uma luva! (vide post de 18/05/2015 - A Anita cresceu e virou Martine. Felizmente não se transformou em Zé Manel).

Indo ao estudo desta temática tão intrigante, e pegando na noção de virgindade baseada em conceitos biológicos. Ser virgem é um atributo de uma pessoa que nunca foi submetida a qualquer tipo de relação sexual. Como tal, ser quase virgem, será um atributo de uma pessoa que foi submetida a meio contacto sexual. O que é desde logo motivo para o rapazote ficar muito mais descansado! Se foi só meio contacto sexual, não há problema!

Pegando no conceito baseado em padrões sócio-culturais tem a ver com a pureza, não maculação da alma e do corpo e nesta situação ser quase virgem significaria que a pessoa em questão, chamemos-lhe Vanda, seria meia pura. Por exemplo o seu lado esquerdo era puro e o direito era sujo, estava corrompido.

Imaginemos uma situação desse casal tão amoroso e apaixonado:

Vasco – Ó Vanda, por favor, vira-te para o outro lado querida, mostra-me o teu lado esquerdo meu bem, que eu não durmo com ordinárias!

Mas porque é que os homens ligam a estas coisas? E pior. Porque é que as mulheres ainda vão nas conversas deles?

 

 

A Anita cresceu e virou Martine. Felizmente não se transformou em Zé Manel!

Anita e a Festa de Anos - Ampliar Imagem

 

Recuso-me a chamar Martine à minha doce e querida Anita. Tantas aventuras que vivemos juntas! Nós fomos à praia; ao ballet, ao circo; ajudámos gatinhos indefesos e passarinhos perdidos. Que quer esta Martine agora? Quem é que ela pensa que é? Acha que entra assim na minha vida como se nada fosse? Nem pensar! Até porque o seu nome, faz-me sempre lembrar, não meninas doces, ingénuas e amigas dos seus amigos e animais, mas de uma rapariga vivida, sabichona e manhosa. Um nome mais apropriado a livros com títulos como: Matine está de ressaca; ou Martine fuma canábis atrás da escola; ou até Martine embebeda-se.

QUERO A MINHA ANITA DE VOLTA!

Dizem que a escolha serviu para que a marca seja mais coerente e consistente, para uniformizar o nome em qualquer parte do mundo. Blá, blá, blá. Sempre a enganar o povo. Já não bastava a crise, o ébola, a guerra, bancos a falir, etc e tal, agora mudam o nome da Anita?

Eu quero lá saber como é que os meninos no Japão chamam à Anita. Eu não sei falar japonês! Nunca vou falar com nenhum! Até porque, se pusessem um português e um japonês a dizer o nome Martine, soaria da mesma forma? Não me parece.

Posto isto. RECUSO-ME a chamar à rapariga um nome tão tipicamente português como Martine! Até posso chamar Martina, “aportuguesando" o nome, agora Martine NUNCA!

Já tinha apresentado a Anita ao meu filho. Hoje digo-lhe que ela mudou de nome e amanhã ele pede-me para lhe chamar Capitão Gancho. E como é que eu lhe digo que não é possível se a ANITA MUDOU DE NOME?

Felizmente não levaram a Anita a uma clínica para mudar de sexo e passar a chamar-se Zé Manel. Isto na perspetiva de que os livros se encontram ultrapassados e completamente desajustados da atualidade!